A Confederação do Turismo Português (CTP) considera que a descida da Taxa Social Única (TSU) “deve ser entendida como uma medida positiva que contribuirá para reduzir os custos de contexto de grande número de empresas”, recusando, no entanto, as restantes medidas de austeridade anunciadas pelo primeiro-ministro que, diz a CTP em comunicado, vão “contribuir decisivamente para a retracção do consumo”.
No comunicado enviado sexta-feira à imprensa, a CTP começa por considerar que “o alargamento do prazo para as metas orçamentais acordado com a Troika é um sinal positivo”, uma vez que representa uma “oportunidade” para a “implementação de medidas que dinamizem a economia nacional”.
Neste sentido, a Confederação aprova a descida da TSU para as empresas, pois permitirá reduzir os seus custos de contexto, considerando que esta é uma medida que “irá certamente aumentar a competitividade do sector exportador e as empresas turísticas cujos principais mercados são externos”.
No entanto, a CTP manifesta-se também preocupada com o “impacto” das restantes medidas anunciadas a 7 de Setembro pelo primeiro-ministro, considerando que “esse conjunto de medidas irá contribuir decisivamente para a retracção do consumo dos portugueses e terá gravíssimas consequências nas empresas nacionais, principalmente naquelas cuja procura se centra no mercado interno e relativamente às quais o impacto da redução da TSU não será suficiente para conseguirem sobreviver”.
“Tendo em conta a diminuição de rendimentos dos portugueses, bem como a redução de receitas fiscais, assume pertinência o que a Confederação do Turismo Português tem vindo a defender ao nível da redução do IVA, de forma a possibilitar a restauração a ter uma oferta mais adequada à realidade e aos desafios que as anunciadas medidas vêm agravar”, diz a CTP no comunicado enviado à imprensa.


