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Estudo assinala perdas do mercado turístico em 2009 e-mail
29-Jul-2010
aviao sata.jpg "Este cenário promoveu o congelamento de vários projectos de resorts, verificando-se inclusivamente, o retrocesso da decisão de desenvolvimento ou expansão de alguns empreendimentos”

Um estudo lançado pela consultora imobiliária CB Richard Ellis e pela Neoturis este mês revela que, em 2009, Portugal recebeu 10.4 milhões de passageiros de voos internacionais, isto é, menos 5,4% em relação a 2008.

“A crise generalizada na economia levou a um forte quebra da dinâmica de vendas de unidades turístico-residenciais em 2009. Este cenário promoveu o congelamento de vários projectos de resorts, verificando-se inclusivamente, o retrocesso da decisão de desenvolvimento ou expansão de alguns empreendimentos”, pode ler-se num comunicado de imprensa.

O mercado turístico assinalou perdas significativas. Ao todo, registaram-se 37 milhões de dormidas, menos 6,4% em relação há dois anos. “Este decréscimo é consequência directa do comportamento manifestado pelo mercado externo, que caiu 10,7% no mesmo período, ou seja, menos 2,8 milhões de dormidas”, acrescenta-se no mesmo documento.

Em Lisboa, os hotéis continuaram a ser a tipologia de alojamento turístico mais representativa, com mais de 80% da oferta de quartos disponíveis. Já as pensões, apesar de apresentarem ainda um peso significativo no mercado de alojamento, viram a sua quota ser reduzida de 22%, em 1998, para 16%, em 2008. O Mercado de Lisboa, no ano passado, registou uma quebra na procura entre os 10% e os 20% face a 2008, sendo que a maioria das unidades hoteleiras tem vindo a diminuir os preços.

No que diz respeito ao Algarve, “verifica-se que os hotéis representam apenas 28% da oferta, enquanto as unidades self-catering concentram 66% do número de camas”.

Relativamente a mercados emissores, o britânico é o mais preponderante, com 32% das dormidas, seguido do português, com 25% do total da procura.

No que concerne ao Turismo Residencial Nacional, verificou-se um forte decréscimo do volume de vendas de unidades turístico-residenciais desde 2008, uma tendência que se acentuou em 2009.

Eduardo Abreu, sócio da Neoturis, explicou ao Publituris que estes resultados não surpreendem. “São números que decorrem de uma envolvente no mercado internacional e é natural que destinos como o Algarve e a costa de Lisboa tenham observado decréscimos”, defendeu. “Não nos podemos esquecer de concorrentes emergentes como a Turquia, a Tunísia, Marrocos, entre outros, destinos muito fortes em relação qualidade/preço quando comparados com a nossa oferta”, acrescentou. Eduardo Abreu não está muito optimista em relação a este ano. “Eu diria que 2010 será um ano muito similar a 2009, não vejo grandes melhorias no mercado”, concluiu.

PUBLITURIS

 
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